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Marrocos: 7 Experiências que Não se Podem Perder

Joana Teixeira / Atualizado a

Marrocos é daqueles destinos onde uma única viagem pode parecer várias. Num dia, pode estar no meio de uma medina, entre bancas de especiarias e oficinas de artesãos. No seguinte, pode caminhar pelas montanhas do Atlas, apanhar ondas junto à costa atlântica ou ver o sol desaparecer atrás das dunas do deserto.

A proximidade de Portugal torna tudo ainda mais tentador. A poucas horas de avião encontramos cidades históricas, praias, montanhas e paisagens completamente diferentes das nossas.

Mas, com tanto por onde escolher, o que fazer em Marrocos numa primeira viagem? Estas sete experiências mostram diferentes facetas do país e podem ajudar a construir um itinerário que combine natureza, cultura, praia e aventura.

1. Fazer um trekking nas montanhas do Atlas

Montanhas do Atlas / Melinda Nagy / Shutterstock

Trocar durante um ou dois dias as ruas movimentadas de Marraquexe pelas montanhas é uma das melhores formas de descobrir os contrastes de Marrocos.

A cordilheira do Atlas atravessa o país e oferece percursos para diferentes níveis de preparação física. O Alto Atlas é particularmente conhecido pelos trilhos, pelas aldeias tradicionais e pelo Jbel Toubkal, que, com 4.167 metros de altitude, é o ponto mais alto do Norte de África.

Para caminhadas, a primavera e o outono são geralmente boas épocas, quando as temperaturas tendem a ser mais moderadas. Ainda assim, as condições variam bastante de acordo com a altitude e o percurso escolhido.

Onde: Alto Atlas, com várias possibilidades de excursão a partir de Marraquexe.
Quando: sobretudo na primavera e no outono.
Quanto custa: uma excursão de um dia às montanhas do Atlas pode rondar os 40 a 50 euros por pessoa. O preço varia de acordo com o percurso, transporte e serviços incluídos. Programas de trekking de vários dias têm um custo superior.

2. Descobrir a costa atlântica de Marrocos

Agadir, Marrocos / Youssef Douib / Shutterstock

Nem tudo em Marrocos são cidades imperiais e deserto. O país tem uma extensa costa atlântica onde é possível combinar praia, surf e cidades históricas.

Essaouira é uma das paragens mais conhecidas, com praia, porto e uma medina rodeada por muralhas. É também um destino popular para a prática de surf, windsurf e kitesurf.

Mais a sul, Agadir proporciona uma experiência diferente, com uma longa praia de areia e uma marginal junto ao Atlântico. Nas proximidades, Taghazout tornou-se também uma referência para quem procura ondas e um ambiente descontraído.

Se a ideia é acrescentar alguns dias junto ao mar à viagem, descubra também Agadir e a costa marroquina.

Marrocos pode ainda ser uma alternativa para prolongar os dias de praia quando o verão termina em Portugal. Veja também estes destinos de água quente em outubro.

Onde: Essaouira, Agadir e Taghazout.
Quando: a costa pode ser visitada durante grande parte do ano, embora a melhor época dependa da experiência pretendida.
Quanto custa: desfrutar da praia é gratuito. Uma excursão de um dia de Marraquexe a Essaouira pode encontrar-se a partir de cerca de 35 a 40 euros por pessoa. Aulas e experiências de surf têm preços diferentes de acordo com a duração e o equipamento incluído.

3. Conhecer Aït Benhaddou

Aït Benhaddou / SCStock / Shutterstock

À primeira vista, Aït Benhaddou parece um cenário criado para o cinema. Na realidade, a história deste lugar é muito anterior às produções que ali foram filmadas.

Este ksar fortificado, construído em terra e situado numa antiga rota comercial entre Marraquexe e o Saara, é Património Mundial da UNESCO desde 1987. As construções em tons avermelhados confundem-se com a paisagem e fazem deste um dos exemplos mais conhecidos da arquitetura tradicional do sul de Marrocos.

Aït Benhaddou também ganhou fama internacional como cenário de diferentes produções cinematográficas, incluindo Lawrence of Arabia e Gladiator.

É possível incluí-lo num itinerário pelo sul do país ou visitá-lo numa excursão a partir de Marraquexe, muitas vezes combinada com Ouarzazate.

Onde: província de Ouarzazate, a sudeste de Marraquexe.
Quando: primavera e outono, quando as temperaturas são geralmente mais agradáveis.
Quanto custa: não existe um bilhete geral obrigatório para entrar no ksar. Numa excursão organizada a partir de Marraquexe, os preços podem rondar os 90 euros por pessoa, dependendo do programa e dos serviços incluídos.

4. Perder-se nas medinas de Marraquexe e Fez

Marrakech, Marrocos / Frantic00 / Shutterstock

Há lugares onde consultar o mapa a cada esquina tira metade da graça à experiência. As medinas marroquinas são um bom exemplo.

Em Marraquexe, os souks estendem-se pela zona histórica numa sucessão de ruelas com lojas de especiarias, cerâmica, tecidos, artigos em pele, candeeiros e outros produtos de artesanato.

Em Fez, a experiência é diferente. A medina histórica forma um enorme labirinto onde oficinas, mercados, edifícios religiosos e habitações continuam a fazer parte da vida quotidiana.

Pode explorar as medinas de forma independente ou optar por uma visita com um guia local, sobretudo se quiser conhecer melhor a história, o património e as tradições que se escondem por detrás das ruas mais movimentadas.

Onde: Marraquexe e Fez.
Quando: durante todo o ano, embora a primavera e o outono proporcionem geralmente temperaturas mais agradáveis para caminhar.
Quanto custa: passear pelas medinas é gratuito. Uma visita guiada terá um preço variável consoante a duração, o número de participantes e o itinerário escolhido.

5. Ver Jemaa el-Fna transformar-se ao final do dia

Jemma el Fna, Marraquexe / Muratart / Shutterstock

Jemaa el-Fna merece mais do que uma passagem rápida durante uma visita a Marraquexe.

Durante o dia, a praça já é movimentada. Mas é ao final da tarde que começa a transformar-se. As bancas de comida aparecem, os aromas misturam-se no ar e a praça ganha ainda mais movimento com vendedores, músicos e artistas.

Uma boa forma de acompanhar esta mudança é chegar ainda com luz, passear pela praça e, depois, procurar um terraço nas imediações para observar o ambiente a partir de cima.

A experiência não exige bilhete e pode ser repetida em diferentes momentos da viagem. Se decidir comer numa das bancas ou fazer compras, confirme os preços antes de pedir ou comprar.

Onde: centro histórico de Marraquexe.
Quando: ao final da tarde e início da noite.
Quanto custa: visitar a praça é gratuito. O valor gasto dependerá do que consumir nas bancas, cafés ou restaurantes da zona.

6. Dormir num riad tradicional

Marrakech, Marrocos / Kathryn Parker / Shutterstock

Em Marrocos, até o alojamento pode transformar-se numa experiência.

Os riads tradicionais organizam as divisões em torno de um pátio interior, criando um ambiente tranquilo que contrasta com o movimento das medinas. Muitos destes edifícios históricos foram recuperados e transformados em pequenos alojamentos, mantendo elementos característicos da arquitetura e decoração marroquinas.

Marraquexe e Fez têm uma oferta particularmente variada. Há desde opções mais simples a riads de categoria superior com piscina, terraço, restaurante ou hammam.

Mais do que procurar apenas um quarto onde dormir, passar pelo menos uma noite num riad permite experimentar outra faceta das cidades históricas de Marrocos.

Onde: sobretudo nas medinas de Marraquexe e Fez.
Quando: durante todo o ano.
Quanto custa: os preços variam muito de acordo com a localização, época e categoria. Existem opções mais acessíveis, enquanto os riads de luxo podem ultrapassar várias centenas de euros por noite.

7. Passar uma noite no deserto de Marrocos

Acampamento no deserto do Saara, Marrocos / Teo Tarras / Shutterstock

Para terminar, falta uma das experiências mais associadas ao país: passar uma noite entre as dunas.

Merzouga, junto ao Erg Chebbi, é um dos principais pontos de partida para descobrir o deserto de Marrocos. A experiência pode incluir um percurso pelas dunas, jantar, uma noite num acampamento e um despertar bem cedo para assistir ao nascer do sol.

Chegar até Merzouga exige tempo. A viagem desde Marraquexe é longa e, por isso, muitos itinerários reservam pelo menos três dias para o percurso, aproveitando para incluir outras paragens pelo caminho.

A primavera e o outono são boas alturas para esta experiência, evitando o calor mais intenso do verão e as noites mais frias do inverno.

Onde: Merzouga e dunas do Erg Chebbi.
Quando: sobretudo na primavera e no outono.
Quanto custa: os programas partilhados de três dias entre Marraquexe e Merzouga podem começar aproximadamente nos 100 a 200 euros por pessoa. Experiências privadas e acampamentos de categoria superior têm preços mais elevados.

E Chefchaouen?

Chefchaouen / Kudla / Shutterstock

Estas sete experiências mostram alguns dos grandes contrastes de Marrocos, mas há outras cidades que podem justificar um desvio no itinerário.

É o caso de Chefchaouen, a cidade azul, no norte do país. As fachadas pintadas em diferentes tons de azul, as ruas estreitas da medina e a localização junto às montanhas do Rif criam um cenário muito diferente daquele que encontramos em Marraquexe, Fez ou nas cidades da costa atlântica.

Se o itinerário passar pelo norte de Marrocos, vale a pena reservar tempo para a conhecer.

Que Marrocos quer descobrir?

Praia ou montanha? Uma noite no deserto ou num riad no coração da medina? O movimento de Marraquexe ou as ruas históricas de Fez?

Não é preciso escolher apenas uma experiência. Uma das grandes vantagens de viajar por Marrocos é precisamente a possibilidade de combinar paisagens e ambientes muito diferentes na mesma viagem.

Entre as montanhas do Atlas, a costa atlântica, as medinas, os antigos ksour e as dunas do Saara, há muitas formas de construir um itinerário à medida.

E talvez seja essa diversidade que faz com que uma primeira viagem a Marrocos deixe tantas razões para regressar.

Descubra Marrocos com a Top Atlântico e comece a preparar a sua próxima viagem.

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