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Solo Travel – Os melhores destinos para mulheres que viajam sozinhas

Top Atlântico / Atualizado a

Quais são os melhores destinos para mulheres que viajam sozinhas? Para uma primeira viagem, Madeira, Açores, Espanha, Malta e Irlanda são algumas das opções mais simples pela proximidade e facilidade de acesso a partir de Portugal. Para quem pretende ir mais longe, destinos como Islândia, Suíça, Japão, Canadá ou Nova Zelândia combinam boas infraestruturas turísticas com indicadores de segurança favoráveis.

DestinoÍndice de SegurançaMelhor época
MadeiraPortugal: 7.º GPI 2026Abr–Out
AçoresPortugal: 7.º GPI 2026Mai–Set
Espanha27.º GPI 2026Mar–Jun / Set–Out
MaltaNão incluída no GPI 2026Abr–Jun / Set–Out
Irlanda5.º GPI 2026Mai–Set
Islândia1.º GPI 2026Jun–Ago / Set–Mar
Suíça3.º GPI 2026Mai–Set / Dez–Mar
Áustria6.º GPI 2026Primavera/outono / Dez
MuniqueAlemanha: 28.º GPI 2026Abr–Jun / Set–Out
Suécia40.º GPI 2026Mai–Set
Macedónia do Norte46.º GPI 2026Mai–Jun / Set
Japão10.º GPI 2026Mar–Mai / Out–Nov
Canadá14.º GPI 2026Mai–Set
Nova Zelândia2.º GPI 2026Dez–Mar
Sri Lanka67.º GPI 2026Depende da região

Destinos perto de Portugal para viajar sozinha

Nem sempre é necessário atravessar vários fusos horários para fazer uma primeira viagem a solo. Para quem prefere começar por um destino próximo, com ligações aéreas simples e poucas barreiras culturais ou linguísticas, existem várias opções a poucas horas de Portugal.

Madeira e Açores

Ilha da Madeira, Portugal / Proslgn / Shutterstock

Para uma primeira experiência a viajar sozinha sem sair de Portugal, a Madeira e os Açores são duas alternativas a considerar. Além de não existir qualquer barreira linguística, ambas permitem combinar natureza, gastronomia e atividades ao ar livre sem enfrentar uma viagem de longa distância.

Na Madeira, o Funchal pode funcionar como base para conhecer outros pontos da ilha, enquanto levadas, miradouros e paisagens montanhosas são alguns dos principais atrativos para quem pretende explorar além da cidade.

Nos Açores, é importante ter em conta que o arquipélago é composto por nove ilhas. São Miguel é uma das opções mais simples para uma primeira visita, permitindo combinar lagoas, miradouros, termas e paisagens vulcânicas.

Existem voos diretos do continente para a Madeira e para várias ilhas dos Açores, embora as ligações dependam do aeroporto de partida e da época do ano.

Melhor altura para ir: a Madeira pode ser visitada durante todo o ano, embora a primavera e o início do outono sejam particularmente agradáveis para atividades ao ar livre. Nos Açores, maio a setembro oferece geralmente condições mais favoráveis para explorar as ilhas.

Espanha

Astúrias, Espanha / Mazur Travel / Shutterstock

A proximidade faz de Espanha uma das escolhas mais simples para quem quer experimentar viajar sozinha pela primeira vez. Dependendo da cidade de partida, é possível chegar de avião, comboio, autocarro ou mesmo de carro, o que permite adaptar facilmente a viagem ao tempo e orçamento disponíveis.

Madrid e Barcelona são opções para quem procura museus, arquitetura e vida urbana, enquanto Sevilha, Valência ou Santiago de Compostela proporcionam experiências bastante diferentes sem obrigar a grandes deslocações a partir de Portugal.

A língua também tende a representar uma barreira menor para os viajantes portugueses e existem numerosas ligações diretas entre Portugal e várias cidades espanholas.

Melhor altura para ir: primavera e outono, sobretudo se o objetivo for explorar cidades e evitar as temperaturas mais elevadas do verão em algumas regiões.

Malta

Birgu, Malta / Olena Zn / Shutterstock

Pequena em dimensão, Malta permite conhecer vários dos seus principais pontos de interesse sem percorrer grandes distâncias. Valeta pode ser um bom ponto de partida para descobrir a história e arquitetura do país, enquanto Mdina, as Three Cities e a ilha de Gozo permitem acrescentar experiências diferentes à mesma viagem.

A utilização generalizada do inglês pode facilitar uma primeira experiência a solo no estrangeiro, sobretudo para quem receia enfrentar dificuldades de comunicação.

Atualmente existem ligações aéreas diretas entre Portugal e Malta, embora seja sempre aconselhável confirmar a disponibilidade para as datas da viagem.

Melhor altura para ir: abril a junho e setembro a outubro, quando é possível encontrar temperaturas agradáveis evitando parte da maior procura dos meses de verão.

Irlanda

Cork, Irlanda / Tupungato / Shutterstock

Para quem prefere um destino de língua inglesa, a Irlanda é outra possibilidade relativamente próxima de Portugal. Dublin concentra alguns dos pontos turísticos mais conhecidos e dispõe de uma rede de transportes que facilita uma escapadinha sem necessidade de alugar carro.

Quem tiver mais dias pode aproveitar para conhecer outras regiões do país, incluindo Galway e a costa ocidental. É importante, contudo, preparar um orçamento superior ao de alguns destinos do sul da Europa, sobretudo no que diz respeito ao alojamento.

A Irlanda ocupa o 5.º lugar no Global Peace Index 2026 e existem voos diretos entre Portugal e Dublin, incluindo ligações a partir de Lisboa e do Porto.

Melhor altura para ir: maio a setembro, quando os dias são mais longos e as temperaturas tendem a ser mais amenas.

Destinos na Europa para viajar sozinha

Para quem já se sente preparada para ir um pouco mais longe, a Europa continua a oferecer excelentes opções. Há destinos muito diferentes entre si, mas com bons níveis de segurança, transportes eficientes e muito para descobrir numa viagem a solo.

Islândia

Islândia

A Islândia ocupa o 1.º lugar no Global Peace Index 2026, mantendo-se como o país mais pacífico do mundo. É uma escolha particularmente interessante para quem procura natureza e prefere uma viagem longe da agitação das grandes cidades.

Reiquiavique é uma boa base para começar, mas são as paisagens que tornam o país tão especial: cascatas, praias de areia negra, glaciares, vulcões e fontes termais fazem parte de muitos itinerários.

Há voos diretos entre Lisboa e Reiquiavique, embora a disponibilidade possa variar ao longo do ano. Antes de partir, veja também o nosso guia da Islândia.

Melhor altura para ir: entre junho e agosto para dias mais longos e temperaturas mais amenas; entre setembro e março se o objetivo incluir tentar observar auroras boreais.

Suíça

Berna, Suíça / Saiko3p / Shutterstock

A Suíça surge em 3.º lugar no Global Peace Index 2026, sendo outra opção a considerar por quem dá prioridade à segurança.

Zurique, Lucerna, Berna ou Genebra podem ser facilmente combinadas com lagos, montanhas e pequenas localidades graças à extensa rede de transportes públicos. A principal desvantagem é o orçamento: alojamento, restauração e transportes tornam a Suíça um dos destinos mais caros desta lista.

Existem ligações aéreas diretas entre Portugal e cidades suíças, o que facilita a organização da viagem. Se estiver a preparar o itinerário, conheça também os lugares mais bonitos da Suíça.

Melhor altura para ir: maio a setembro para caminhadas e atividades ao ar livre; dezembro a março para neve e desportos de inverno.

Áustria

Salzburgo, Áustria / Anna Yordanova / Shutterstock

Do artigo anterior há um destino que merece continuar nesta seleção: a Áustria. Em vez da antiga referência ao ranking de 2021, podemos recorrer a dados atuais: o país ocupa o 6.º lugar no Global Peace Index 2026.

Viena é uma excelente escolha para uma primeira visita, sobretudo pela facilidade de deslocação em transportes públicos e pela concentração de museus, palácios e espaços culturais. Salzburgo e Innsbruck são alternativas para quem pretende combinar cidades mais pequenas com paisagens alpinas.

Há voos diretos entre Portugal e Viena, embora as rotas e frequências devam ser confirmadas para as datas da viagem.

Melhor altura para ir: primavera e início do outono para temperaturas agradáveis, ou dezembro para quem pretende conhecer os tradicionais mercados de Natal.

Munique

Munique / Travelview / Shutterstock

Esta cidade permite combinar uma escapadinha urbana com museus, jardins, arquitetura e excursões pela Baviera. Embora aqui estejamos a falar de uma cidade e não de um país, a Alemanha apresenta bons indicadores de segurança e uma infraestrutura turística que facilita uma viagem independente.

A rede de metro, comboio, elétrico e autocarro torna simples explorar a cidade sem carro. Além disso, existem voos diretos de Portugal para Munique.

Para evitar os períodos de maior procura e encontrar temperaturas agradáveis, a primavera e o início do outono são boas opções.

Melhor altura para ir: abril a junho e setembro a outubro.

Suécia

Estocolmo, Suécia / SCStock / Shutterstock

A Suécia também transita do artigo antigo para esta nova versão, mas com informação atualizada. Estocolmo é provavelmente a escolha mais prática para uma primeira viagem ao país, graças aos transportes públicos e à facilidade de explorar grande parte da cidade de forma independente.

Além do centro histórico de Gamla Stan, uma viagem pode incluir museus, espaços verdes e algumas das ilhas do arquipélago de Estocolmo. No entanto, tal como acontece com outros destinos nórdicos, é importante contar com um orçamento superior ao de muitos países do sul da Europa.

Melhor altura para ir: maio a setembro para aproveitar temperaturas mais amenas e dias bastante mais longos.

Macedónia do Norte

Skopje, Macedônia do Norte / SilvanBachmann / Shutterstock

Para quem procura uma alternativa menos óbvia e geralmente mais económica do que os destinos da Europa Ocidental e do Norte, a Macedónia do Norte merece entrar na lista.

O Women, Peace and Security Index 2025/26 coloca o país em 49.º lugar entre 181 países, uma posição que ajuda a contextualizar a escolha sem apresentar o destino como isento de riscos.

Skopje é normalmente a principal porta de entrada, enquanto Ohrid é uma das paragens mais conhecidas, sobretudo pelo lago, centro histórico e património cultural.

Ao contrário de vários destinos anteriores, chegar a partir de Portugal poderá implicar escala, dependendo da cidade de partida e da época. Antes de organizar a viagem, consulte o nosso guia para uma primeira vez na Macedónia do Norte.

Melhor altura para ir: maio, junho e setembro, quando as temperaturas são geralmente agradáveis para explorar o país.

Destinos mais distantes para viajar sozinha

Se a distância não for um problema, há destinos fora da Europa que também podem proporcionar uma excelente experiência a solo. Nestes casos, o orçamento, as horas de voo e as diferenças culturais ganham ainda mais importância no planeamento.

Japão

Lago Kawaguchiko, Japão / IamDoctorEgg / Shutterstock

O Japão combina grandes cidades, transportes eficientes e bons indicadores de segurança. Em 2026, ocupa o 10.º lugar no Global Peace Index, depois de ter subido três posições relativamente ao ano anterior.

Tóquio e Quioto são escolhas incontornáveis numa primeira viagem, mas Osaka, Nara ou Hiroshima permitem facilmente prolongar o itinerário. A extensa rede ferroviária também facilita as deslocações entre cidades sem necessidade de alugar carro.

Não existem atualmente voos diretos entre Portugal e o Japão, pelo que será necessário fazer pelo menos uma escala. Antes da partida, vale ainda a pena conhecer algumas das regras a conhecer antes de ir ao Japão.

Melhor altura para ir: março a maio e outubro a novembro, embora sejam precisamente algumas das épocas mais procuradas.

Canadá

Canadá / Nicepix / Shutterstock

O Canadá é uma boa escolha para quem quer fazer uma primeira grande viagem fora da Europa sem enfrentar uma barreira linguística significativa, sobretudo nas regiões de língua inglesa.

Toronto, Montreal e Vancouver oferecem experiências bastante diferentes e podem servir de ponto de partida para explorar paisagens naturais. A dimensão do país obriga, no entanto, a planear bem o itinerário e a evitar a tentação de incluir demasiadas regiões numa única viagem.

Existem ligações diretas entre Portugal e algumas cidades canadianas, embora a disponibilidade e frequência variem consoante a rota e a época do ano.

Melhor altura para ir: maio a setembro para atividades ao ar livre e temperaturas mais amenas. O inverno é uma alternativa para quem procura neve, mas exige uma preparação diferente.

Nova Zelândia

Wellington, Nova Zelândia / Mark Heider / Shutterstock

É o destino mais distante desta lista, mas também um dos que apresenta melhores resultados nos índices internacionais utilizados neste artigo. A Nova Zelândia ocupa o 2.º lugar no Global Peace Index 2026 e o 9.º no Women, Peace and Security Index 2025/26.

Auckland é uma das principais portas de entrada, mas uma viagem à Nova Zelândia dificilmente fica completa sem explorar as paisagens naturais das ilhas Norte e Sul. A grande distância entre Portugal e o país significa, contudo, que faz mais sentido reservar vários dias para esta viagem.

Não existem voos diretos a partir de Portugal e serão necessárias escalas.

Melhor altura para ir: dezembro a março para aproveitar o verão no hemisfério sul. A primavera e o outono também podem ser boas alternativas para evitar os meses de maior procura.

Sri Lanka

Ella, Sri Lanka / Mikadun / Shutterstock

O Sri Lanka oferece uma experiência bastante diferente dos restantes destinos desta seleção. Templos, plantações de chá, parques naturais, praias e cidades históricas permitem combinar cultura e natureza numa única viagem.

Neste caso, é particularmente importante contextualizar a segurança. No Women, Peace and Security Index 2025/26, o Sri Lanka ocupa o 77.º lugar entre 181 países, com uma pontuação de 0,706 em 1. Não significa que uma mulher não possa viajar sozinha pelo país, mas justifica um planeamento mais cuidadoso e a consulta das recomendações oficiais antes da partida.

Também não existem voos diretos entre Portugal e o Sri Lanka, sendo necessária pelo menos uma escala.

A melhor época depende da região que pretende visitar, uma vez que as monções afetam diferentes zonas da ilha em períodos distintos. Por isso, é preferível definir primeiro o itinerário e só depois escolher as datas da viagem.

Dica: e fazer um cruzeiro sozinha?

Um cruzeiro também pode ser uma opção para quem quer experimentar viajar sozinha, mas ainda não se sente preparada para organizar toda a logística de uma viagem independente.

A vantagem está na simplicidade: alojamento, refeições, deslocações entre destinos e grande parte das atividades ficam concentrados numa única viagem. Além disso, permite conhecer vários lugares sem ter de mudar constantemente de hotel ou organizar transportes entre cidades.

É importante, contudo, comparar as condições para ocupação individual. Algumas companhias dispõem de camarotes individuais, enquanto noutras pode existir um suplemento significativo para quem viaja sem acompanhante.

Como planear a primeira viagem sozinha

Shisu_ka / Shutterstock

A primeira viagem sozinha não precisa de começar com várias semanas do outro lado do mundo. Uma escapadinha de poucos dias, num destino próximo e com boas ligações a Portugal, pode ser suficiente para perceber como se sente a viajar ao seu próprio ritmo.

Comece por escolher um lugar que corresponda ao seu nível de confiança. Se a ideia de enfrentar uma língua diferente, várias escalas ou transportes mais complexos lhe causa alguma ansiedade, destinos como Madeira, Açores ou uma cidade europeia com voos diretos podem tornar a primeira experiência mais simples.

Depois, prepare os aspetos essenciais com antecedência: alojamento, transportes entre o aeroporto e o centro, documentação necessária e uma ideia geral do que pretende visitar. Não precisa de planear cada hora do dia. Uma das melhores partes de viajar sozinha é precisamente poder mudar de planos sem depender de ninguém.

Também é importante manter contacto com alguém em Portugal, partilhar o itinerário e consultar as recomendações oficiais para o destino antes da partida. Para os cuidados específicos a ter, consulte o nosso guia sobre como manter-se segura na primeira viagem.

E não se esqueça de uma coisa: viajar sozinha não significa passar toda a viagem sozinha. Visitas guiadas, atividades de grupo ou simplesmente uma conversa durante a viagem podem ser boas oportunidades para conhecer outras pessoas.

Perguntas frequentes sobre viajar sozinha

Qual o país mais seguro para uma mulher viajar sozinha?

Não existe um único índice internacional que determine qual é o país mais seguro especificamente para uma turista que viaja sozinha. No entanto, a Islândia ocupa o 1.º lugar no Global Peace Index 2026 e está também entre os países mais bem classificados no Women, Peace and Security Index 2025/26, sendo uma das referências a considerar.

Para onde ir na primeira vez que viajar sozinha?

Para uma primeira experiência, pode ser mais confortável escolher um destino próximo, com voos diretos e transportes simples. Madeira, Açores, Espanha, Malta ou Irlanda são algumas das opções deste artigo que permitem começar sem fazer uma viagem de longa distância.

Qual o melhor destino na Europa para viajar sozinha?

Depende do orçamento e do tipo de viagem que procura. A Islândia destaca-se pelos indicadores de segurança e pela natureza; a Suíça pela facilidade de deslocação e paisagens; e destinos como Malta ou Irlanda podem ser escolhas mais simples para uma primeira experiência.

É seguro viajar sozinha?

Sim, é possível viajar sozinha em segurança, mas nenhum destino está totalmente isento de riscos. Informe-se sobre o país, escolha cuidadosamente o alojamento, planeie as principais deslocações e adote os mesmos cuidados que teria noutra viagem. Consulte também as nossas regras de ouro para quem viaja sozinho.

Pronta para fazer a sua próxima viagem sozinha?

Viajar sozinha pode começar com um fim de semana perto de casa ou transformar-se numa aventura do outro lado do mundo. O destino certo será aquele que combina aquilo que procura numa viagem com o nível de conforto, orçamento e experiência que tem neste momento.

Se já está a pensar na próxima aventura, fale com os especialistas Top Atlântico e comece a preparar uma viagem à sua medida.

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