Açores: que ilha escolher? Guia comparativo com todas as ilhas.
É unânime que os Açores são um destino deslumbrante, disso não há dúvidas. Escolher ir aos Açores é fácil, o dificil é decidir qual ilha escolher. Todas elas têm em comum uma natureza ímpar, no entanto cada uma tem as suas caracteritiscas que as diferem umas das outras, por isso, deixamos-lhe aqui um guia para o podem ajudar na hora de escolher.
Para facilitar o começo desta viagem, preparámos uma tabela com as diferenças principais
Tabela comparativa: veja qual ilha combina consigo
| Ilha | Atrativos principais | Dias ideais | Como chegar |
| São Miguel | Lagoas, termas, gastronomia | 5 dias | Voo direto de Lisboa, Porto ou Faro |
| Terceira | Património histórico, festas populares, caminhadas | 4 dias | Voo direto de Lisboa e Porto |
| Pico | Vinhas, a montanha mais alta de Portugal, observação de baleias e golfinhos, piscinas naturais | 4 dias | Voo direto de Lisboa; ferry desde o Faial |
| Faial | Ideal para mergulho, paisagem vulcânica, Peter Café Sport | 3 dias | Voo direto de Lisboa |
| São Jorge | Descobrir as fajãs, caminhadas, queijo de São Jorge | 3 dias | Voo via Terceira/São Miguel; ferry desde Pico/Faial |
| Flores | Cascatas, lagoas, caminhadas e algumas das estradas mais bonitas de Portugal | 4 dias | Voo via São Miguel, Terceira ou Faial |
| Santa Maria | Praias de areia dourada e clima mais seco | 2 dias | Voo direto de São Miguel |
| Graciosa | Tranquila e pouco turística. Tradição vinícola | 2 dias | Voo via Terceira |
| Corvo | A mais pequena e remota, para quem quer mesmo fugir de tudo | 1 dia | Voo via Flores ou Faial |
Primeira vez nos Açores? Comece por São Miguel

Se é a primeira visita ao arquipélago e só tem uma ilha para conhecer, São Miguel é a escolha mais natural. É a maior e mais bem servida em termos de voos, e reúne num único território boa parte do que os Açores têm para oferecer: lagoas (Sete Cidades e do Fogo), piscinas naturais e ainda o plus de ter termas, a costa vulcânica (Ponta da Ferraria, Mosteiros) e uma oferta gastronómica que vai do cozido das Furnas ao queijo local. Se gosta de caminhar existem inumeros trilhos mas pode também explorar de carro, pois permite aceder a várias paisagens maravilhosas de carro.
Se quiser uma experiência “menos clássica” e um pouco mais de aventura, a ilha das Flores pode ser a opção certa. Esta é uma ilha pequena mas exige algum tempo para a descobrir, pois a melhor forma de a conhecer é caminhar pelos seus diversos trilhos. Em conclusão: são duas excelentes escolhas.
Quais as ilhas açorianas a combinar numa viagem de uma semana?
Uma semana permite ir além de uma única ilha sem correr o risco de ficar com a sensação de que passou a viagem toda em aeroportos. Eis algumas combinações que resultam bem:
São Miguel e Terceira

A dupla mais equilibrada para quem quer paisagem vulcânica e património histórico na mesma viagem. São também as duas ilhas com mais oferta turística e melhor infraestrutura, com boas ligações aéreas entre ambas.
O que visitar: em São Miguel, as lagoas das Sete Cidades e do Fogo, a costa vulcânica dos Mosteiros e as termas da Furnas, como o Parque Terra Nostra e a Poça da Dona Beija. Na Terceira, o centro histórico de Angra do Heroísmo (Património Mundial da UNESCO), o Algar do Carvão e a Serra de Santa Bárbara, além de trilhos pedestres como o Trilho dos Mistérios Negros.
São Miguel e Santa Maria

Uma combinação mais tranquila. Comece pela descoberta de São Miguel e acabe a relaxar nas praias de Santa Maria, a “ilha sol” dos Açores.
O que visitar: sobre São Miguel, já falámos acima.” Em relação a Santa Maria, descubra a Praia Formosa – uma das poucas praias de areia verdadeiramente branca do arquipélago – e a Baía de São Lourenço, uma antiga caldeira vulcânica transformada em vinhas e miradouros sobre o mar. Se adorar caminhadas, então sugerimos a Grande Rota de Santa Maria: são 78 quilómetros divididos em quatro etapas que circundam toda a ilha.
Faial e Pico

O coração do Triângulo, ligado por um ferry de cerca de 30 minutos entre Horta e Madalena. Ideal para combinar vinhas, montanha e observação de baleias sem grandes deslocações (basta um ferry).
O que visitar: no Faial, o Vulcão dos Capelinhos e a Caldeira do Cabeço Gordo. No Pico, a subida à Montanha do Pico (a mais alta de Portugal), as vinhas históricas em “curraletas”, classificadas como Património Mundial da UNESCO, e um mergulho nas piscinas naturais da Madalena ou de São Roque do Pico, onde a água calma contrasta com a rocha vulcânica escura.
Faial, Pico e São Jorge

A versão mais completa do Triângulo, perfeita para quem gosta de caminhadas e não se importa de somar mais um destino curto ao roteiro. Ligeiramente mais exigente do que a combinação anterior, mas pode compensar se for um viajante com “energia extra”.
O que visitar: em São Jorge, as fajãs (pequenas planícies costeiras formadas por deslizamentos de terra ou lava) — a Fajã dos Vimes e a Fajã da Caldeira de Santo Cristo são das mais procuradas —, além dos trilhos ao longo da costa norte. Vale ainda a pena provar a amêijoa da lagoa de Santo Cristo, um marisco que só existe ali: é a única fajã dos Açores onde esta espécie se reproduz naturalmente, e é bem maior do que a que se encontra no continente.
Terceira e Graciosa

A combinação menos óbvia, mas gratificante para quem procura autenticidade e um ritmo mais lento, com a Graciosa a funcionar quase como uma pausa dentro da própria viagem.
O que visitar: sobre a Terceira, já falámos acima. Quanto à Graciosa, descubra a Furna do Enxofre – uma gruta vulcânica com uma lagoa sulfurosa lá dentro, a que se desce por uma escadaria em espiral – e as Termas do Carapacho.
Flores e Corvo

O duo mais remoto, mas talvez um dos mais memoráveis. Ideal para abrandar o passo e viver em contacto profundo com a natureza. Entre Flores e Corvo, pode viajar de barco e, com sorte, ser acompanhado por golfinhos ao longo do percurso.

O que visitar: nas Flores, a estrada que liga Santa Cruz das Flores à Fajã Grande, ladeada por sete lagoas vulcânicas ao longo do percurso, e as cascatas do Poço do Bacalhau e da Ribeira Grande. Para quem gosta de caminhar, há trilhos marcados para todos os níveis – do PRC04 FLO, uma curta descida circular até à isolada Fajã de Lopo Vaz, ao mais exigente PR03 FLO, que atravessa a zona alta das lagoas até à queda de água do Poço do Bacalhau. No Corvo, o Caldeirão – uma cratera vulcânica com quase 300 metros de profundidade, vista do miradouro no topo da ilha.
Melhor época e voos diretos do continente
Primeiramente, os Açores não têm propriamente uma “época errada” para visitar. No entanto, maio a setembro costuma reunir o melhor equilíbrio entre temperatura, dias mais longos e menor probabilidade de chuva, o que também torna esta a fase mais indicada para a observação de baleias, particularmente ativa entre abril e outubro.
Em termos de ligações, o continente tem voos diretos para quatro ilhas: São Miguel (Ponta Delgada), Terceira (Lajes), Faial (Horta) e Pico a partir de Lisboa, e também de Porto para São Miguel e Terceira. As restantes ilhas – Santa Maria, São Jorge, Flores, Graciosa e Corvo – são alcançadas através de voos inter-ilhas operados pela SATA, com boa frequência entre São Miguel, Terceira e Faial, os três grandes “centros” do arquipélago.
No final, a melhor ilha dos Açores é sempre aquela que melhor corresponde ao tipo de viagem que procura. Agora que já sabe o que cada uma tem para oferecer, é hora de escolher a sua combinação ideal e começar a desenhar o roteiro. Conte com a ajuda da Top Atlântico para toda a sua viagem.