Escapadinhas de outono pela europa sem multidões: guia atualizado
O verão está já a terminar e começamos a preparar as próximas viagens, agora para destinos mais calmos, sem multidões e que sejam propícios a aproveitar as temperaturas mais frias que se começam a sentir com a chegada do Outono. Conheça, na Europa, 12 destinos que talvez não estejam na sua lista de cidades a visitar e que fogem das grandes cidades europeias que sugerimos para a sua escapadinha de Outono.
Porque é que o Outono é a estação ideal para viajar
Antes de escolher o destino, aqui ficam quatro boas razões para tirar uns dias de férias no Outono:
Um cenário com cores únicas.
Entre finais de setembro e meados de novembro, parques, florestas e vinhas por toda a Europa transformam-se em paletas de dourado, vermelho e cobre — um cenário que simplesmente não existe no Verão.
Voos e estadias mais baratos.
Com o fim da época alta, os preços descem de forma considerável na maioria dos destinos europeus, sobretudo a partir de outubro.
Sem multidões.
Ruas, museus e miradouros que em agosto estão muito concorridos ficam bem mais tranquilos, permitindo viver a cidade como um local.
Uma temperatura mais agradável para passeios.
Se para ir à praia nada bate o Verão, para passear não há nada como a temperatura outonal.
Toulouse (França)

Comecemos com esta magnífica cidade francesa. Toulouse é conhecida como a “Cidade Rosa”, nome que ganha pelo tom rosado dos tijolos que revestem grande parte do seu centro histórico – ainda mais bonito sob a luz suave do Outono. Assente nas margens do rio Garonne e atravessada pelo Canal du Midi, Património Mundial da Unesco, é uma cidade feita para passear devagar entre praças, mercados e ruelas medievais. Por fim, deixamos umas recomendações: não deixe de visitar a Basílica de Saint-Sernin, a maior igreja românica da Europa, nem de provar o cassoulet, o prato mais icónico da região.
Luxemburgo (Luxemburgo)

Estendendo-se por apenas 82 quilómetros de comprimento e 57 de largura na sua totalidade, Luxemburgo é um pequeno refúgio charmoso do norte da Europa que se classifica consistentemente entre as três principais nações do mundo com maior riqueza. A cidade de Luxemburgo parece saída de um conto de fadas principalmente na sua parte histórica, listada pela Unesco, que fica situada no topo de um penhasco com um ambiente dramático. Além das colinas cobertas de floresta, aldeias sedutoras se juntam sob os impressionantes castelos medievais. Por último, se visitar o Luxemburgo, experimente uma degustação de vinhos no Vale do Mosela e faça caminhadas revigorantes na zona rochosa da região de Müllerthal.
Helsinquia (Finlândia)

Entrelaçadas com as baías, enseadas e ilhas do Báltico, as avenidas e ruas de Helsínquia transbordam de uma arquitetura magnífica, locais intrigantes para provar a gastronomia e um design inovador. Embora se note a influência sueca e russa nos seus monumentos e edifícios, o centro urbano está repleto de cultura contemporânea. Para os amantes de design, Helsínquia é uma cidade a considerar e é uma cidade que se reinventa e sinónimo disso é a igreja de Temppeliaukio Kirkko, cravada na rocha. Nos dias de sol, aproveite as ilhas e florestas que cercam Helsínquia e podem ser facilmente alcançadas de qualquer parte da cidade. Não perca os mercados característicos da cidade e prove a gastronomia finlandesa: carnes de animais típicos da região, como renas, alces e ursos, peixes como o salmão, e ainda cogumelos e frutos silvestres colhidos nas florestas em redor.
Valência (Espanha)

Valência, terceira maior cidade da Espanha, é um lugar esplêndido e popular como uma das cidades para se viver com maior qualidade de vida do país vizinho. Sem medo de inovar, Valência desviou o seu rio propenso a inundações para a periferia e converteu o antigo leito do rio numa gloriosa faixa verde de parque natural que serpenteia a cidade. Nesta região estão os edifícios incrivelmente futuristas da Ciudad de las Artes y las Ciencias, projetados por Santiago Calatrava. Outros edifícios contemporâneos brilhantes enfeitam a cidade, que também tem um punhado de edifícios modernistas fabulosos, grandes museus, uma grande área balnear e um grande e característico bairro antigo. Valência, rodeada pela sua huerta, uma zona fértil de jardins, é famosa pelos seus pratos de arroz, como a paella.
Chioggia: A outra Veneza (Itália)

A pouco tempo de Veneza, alcança-se a bela e pequena cidade de Chioggia, na costa do Adriático, perto de Veneza. Apelidada de “A Outra Veneza”, esta cidade italiana é um bom lugar para ser chamado de lar por algumas noites enquanto explora a região. Aqui poderá conhecer sítios simplesmente deslumbrantes e icónicos como a Porta Garibaldi logo na entrada da cidade, Duomo di Santa Maria Assunta (catedral de Chioggia), a estátua Refugium Peccatorum de Chioggia e passeie pelas ruas de Corso del Popolo.
Trieste (Itália)

Descendo para o Adriático de um planalto cárstico selvagem e quase totalmente cercado pela Eslovénia, Trieste está física e psicologicamente isolada do resto da península italiana. Como tal, preserva a sua própria cultura de cidade fronteiriça única e retém um fascinante ar de fluidez escondido no dialeto Triestini, uma estranha mistura de italiano, austríaco-alemão, croata e grego. Aqui poderá visitar praças emblemáticas, restaurantes com uma gastronomia incomparável e museus.
Basileia (Suíça)

Historicamente, a posição da Basileia às margens do lindíssimo Rio Reno contribuiu para o seu crescimento como um epicentro comercial e de transporte muito importante na Suíça e na Europa. Hoje, mantém a sua traça medieval de outros tempos que nos oferece uma cultura arquitetónica incomparável com o Reno ali ao lado que proporciona passeios à beira-rio para recordar. De acrescentar que, milhares de amantes de arte e de arquitetura visitam Basileia todos os anos para o festival ART Basel, mundialmente famoso. Esta região prima também pela riqueza em galerias de arte, museus e edifícios icónicos.
Bilbau (Espanha)

Bilbau é um dos grandes tesouros do País Basco. Situada num cantinho exuberante do Nordeste da Espanha, Bilbau é cercada por colinas verdes ondulantes, com um litoral de tirar o fôlego a uma curta distância da cidade. Parques e praças pontilham o centro da cidade, incluindo o Parque de Doña Casilda de Iturrizar com os seus caminhos arborizados e lago ornamental, enquanto os passeios à beira-rio oferecem belas vistas da cidade. A cultura basca assume muitas formas nesta próspera cidade à beira-mar. Museus evocativos como o Euskal Museoa e o Arkeologi Museo fornecem um vislumbre dos séculos passados, com coleções de esculturas bascas antigas, tesouros da Idade Média.
Liubliana (Eslovénia)

Uma das capitais europeias mais tranquilas e verdes, que mistura natureza e arquitetura como poucos lugares.
Liubliana tem vindo a conquistar cada vez mais viajantes que têm “vontade” de algo diferente. O centro histórico, cortado pelo rio Ljubljanica e vigiado pelo castelo medieval lá alto da colina, enche-se de esplanadas, livrarias e pequenas galerias. É uma cidade feita para andar a pé: tem o charme de uma cidade pequena, no entanto cheia de personalidade.
Bolonha (Itália)

Não é por acaso que os italianos lhe chamam “la Dotta, la Grassa e la Rossa” (a Sábia, a Gorda e a Vermelha).
Só aqui constam alguns dos grandes predicados desta cidade. Primeiramente, é “a Sábia” pela universidade mais antiga do mundo ocidental, fundada em 1088 (uma visita obrigatória); “a Gorda” por ser o berço de vários pratos icónicos, como o tagliatelle al ragù ou a lasanha; e “a Vermelha” pela cor dos telhados e fachadas do centro histórico. Ah e é verdade, só no centro histórico Bolonha tem 40 quilómetros de arcadas medievais, que são Património Mundial da Unesco.
Por tudo isto, Bolonha pode não ser o principal destino quando se pensa em Itália, mas garantimos que poderá ser uma das suas maiores surpresas.
Gante (Bélgica)
Muitas vezes ofuscada por Bruges, Gante oferece a mesma atmosfera medieval – canais, casas antigas com fachadas coloridas, o imponente Castelo dos Condes – mas com muito menos turistas e uma energia jovem, graças à sua grande população estudantil. O Outono traz reflexos dourados aos canais e um calendário de festivais culturais que aquece as noites mais frias.
Colmar e a região das vinhas da Alsácia (França)

Se há um cenário que resume o Outono europeu em forma de postal, é este. Colmar, com os seus canais floridos e casas em enxaimel de cores vivas, fica no coração da Alsácia, rodeada por uma das regiões vinícolas mais bonitas da Europa.
Entre outubro e novembro, as vinhas ao longo da Route des Vins d’Alsace ganham tons de dourado e vermelho, coincidindo com a época da colheita, e aldeias como Riquewihr, Kaysersberg ou Eguisheim tornam-se paragens obrigatórias para provar os vinhos brancos típicos da região, nas caves e adegas que abrem as portas ao público. De realçar, no entanto, que não existem voos diretos para Colmar. A opção mais prática é voar para o aeroporto de Basileia-Mulhouse-Friburgo (BSL), que fica apenas a 57 quilómetros de Colmar.
Onde ir, o que ver em Outubro e como chegar de Portugal
| Cidade | O que ver em Outubro | |
| Toulouse (França) | Canal du Midi com as árvores em tons dourados; feiras de vinho e produtos da época | Sim, de Lisboa |
Luxemburgo (Luxemburgo) | Vale do Mosela em época de vindimas; trilhos de Müllerthal com a folhagem de outono | Sim, de Lisboa |
Helsínquia (Finlândia) | “Ruska” nos parques da cidade(o termo filandês para a mudança de cor da folhagem no outono); mercados sazonais de cogumelos e frutos silvestres | Sim, de Lisboa (no verão). No outono é necessário fazer escala em Frankfurt ou Amesterdão |
Valência (Espanha) | Turia Gardens em Outono; cidade mais calma para visitar a Cidade das Artes e Ciências | Sim, de Lisboa e do Porto |
Chioggia (Itália) | Regresso da faina da pesca de Outono; mercado de peixe matinal em pleno movimento | Sem voo direto. Melhor opção é combinar com voo para Veneza |
Trieste (Itália) | Bora (vento típico) mais suave; castanhas assadas nas ruas do centro histórico | Sem voo direto. Melhor opção é combinar com voo para Veneza ou Milão |
Basileia (Suíça) | Passeios de Outono à beira do Reno; início da temporada de feiras e mercados de vinho novo | Sim, de Lisboa e do Porto |
Bilbau (Espanha) | Festival internacional de cinema (finais de setembro/início de outubro); castanhas assadas na zona velha | Sim, de Lisboa e do Porto |
Liubliana (Eslovénia) | Parque Tivoli e margens do rio em tons dourados; maratona de Liubliana (meados de outubro) e Martinovanje, o Dia de São Martinho esloveno (11 de novembro) | Sem voo direto. Melhor opção é combinar com voo para Frankfurt, Munique ou Zurique |
Bolonha (Itália) | Início da temporada da trufa branca; festivais gastronómicos de outono | Sim, de Lisboa |
Gante (Bélgica) | Folhas douradas refletidas nos canais; Gent Festival van Vlaanderen (música clássica) | Sem voo direto. Melhor opção é combinar com voo para Bruxelas |
Colmar e região das vinhas (França) | Vindimas e vinhas em tons dourados na Route des Vins; aldeias floridas de Riquewihr e Kaysersberg | Sim, via Aeroporto de Basileia-Mulhouse-Friburgo (muito próximo de Colmar) ou Estrasburgo (Volotea, poucos dias por semana) |
Nota: as rotas diretas variam consoante a época do ano e podem ser sazonais. Confirme sempre a disponibilidade e os horários junto da companhia aérea ou da agência antes de reservar.
Destinos não faltam, razões para viajar no Outono também não. Por isso, aproveite e planeie já a sua pausa estratégica antes do Natal. No final, vai valer bem a pena.
E já sabe: se precisar de ajuda para planear sem preocupações: conte connosco. Estamos aqui para ajudar com as suas viagens.
Comece já a pensar na sua escapadinha de Outono e marque já o seu destino de eleição!